Belo Horizonte: Em processo na Justiça, Cruzeiro anexa valor de mercado da sede do clube: R$ 48,5 milhões
A sede do Barro Preto foi avaliada, a pedido do Cruzeiro, em R$ 48,5 milhões. O valor foi revelado em documento anexado pelo clube, na segunda-feira passada, em processo na Justiça do Trabalho movido pelo ex-diretor das categorias de base, Amarildo Ribeiro.
O prédio foi cotado em R$ 44 milhões. Já o lote foi estipulado em R$ 4,5 milhões. A avaliação foi feita pela VGH Empreendimentos e Construção Ltda. O documento traz detalhes sobre a infraestrutura e características do imóvel.
O Cruzeiro anexou o valor de mercado da sede como tentativa de evitar a penhora de créditos do clube na Confederação Brasileira de Futebol (CBF), por causa da ação de Amarildo Ribeiro. O valor é de R$ 521 mil.
Na manifestação, o Cruzeiro diz que essa penhora pode “levar à inanição” do clube, “sem condições de conduzir seu cotidiano”. Diante disso, é oferecida a sede como garantia em substituição da penhora de créditos.
Sede esvaziada
Desde fevereiro, o Cruzeiro tem a parte administrativa funcionando em um escritório de coworking na região Leste de Belo Horizonte. O clube mineiro busca monetizar com a cessão do imóvel.
No começo de maio, surgiu a possibilidade de desapropriação do prédio para o Ministério Público de Minas Gerais. Segundo noticiado pela Rádio Itatiaia, o valor que retornaria ao Cruzeiro, em forma de indenização, seria de R$ 40 milhões.
Em mensagem publicada no Twitter, o Procurado Geral do Estado de Minas Gerais e chefe do Ministério Público, Jarbas Soares, confirmou a busca de um imóvel para abrigar “novo órgão de investigação do dinheiro público desviado” e que o Barro Preto é uma das possibilidades.
Por: Redação do Ge





