Uberlândia: PF faz uma das maiores operações de sua história e prende 95 suspeitos e apreende 115 veículos no Triângulo Mineiro
A Polícia Federal realizou, na manhã desta terça-feira (5), no Triângulo Mineiro, uma das maiores operações de sua história no país. Deflagrada em Uberlândia, a Operação Balada, de combate ao narcotráfico, já prendeu 95 suspeitos e apreendeu 115 veículos, a maioria de luxo, além de nove lanchas e ranchos próximos à represa de Miranda, em Uberlândia e Indianópolis (MG), e em Cachoeira Dourada (MG).
Segundo as investigações, os investigados movimentaram mais de R$ 2 bilhões, em decorrência das atividades criminosas. Com a participação de 850 policiais federais e o objetivo de desarticular organização criminosa especializada no tráfico de drogas e de armas de grosso calibre e lavagem de dinheiro, a operação cumprem 247 mandados de prisão e 249 mandados de busca e apreensão, além de centenas de outras medidas cautelares, como sequestro de bens e bloqueio de contas correntes.
Os mandados foram expedidos pela 4ª Vara Criminal da Comarca de Uberlândia, nos estados de Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Alagoas, Tocantins e Espírito Santo. Várias diligências também foram realizadas em Ituiutaba, com diversas prisões e apreensões, iniciadas desde as primeiras horas do dia.
De acordo com o delegado da PF Renato Beni da Silva, supervisor do Grupo Especial de Investigações Sensíveis (Gise/Uberlândia), o tráfico de armas envolvia a destinação de fuzis 762 e pistolas 9 milímetros de grosso calibre para o Rio de Janeiro. “Esse armamento era adquirido vinha de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, e o principal destino era Uberlândia e Rio de Janeiro, principalmente para o Complexo da Maré”, explicou.
O tráfico de drogas também embasava as ações da organização criminosa, segundo a PF. A quadrilha operava um estruturado esquema de tráfico de drogas e preparava entorpecentes para comercialização, mediante emprego de insumos químicos adquiridos por meio de empresas regularmente cadastradas.
No período de sete meses, foram comprados, no mercado regular, 4 toneladas de insumos capazes de manipular mais de 11 toneladas de cocaína, ainda conforme o delegado Renato Beni da Silva. A droga era remetida dos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará e Rondônia, armazenada no Triângulo Mineiro e, posteriormente, distribuída a várias regiões do País, em especial os estados de Minas Gerais, Goiás, Espírito Santo e Rio de Janeiro.
E Uberlândia funcionava como o “coração” da organização. Ainda de acordo com o delegado Renato Beni, a organização criminosa também contava com empresários que financiavam os traficantes de drogas. “Tinham empresários dos ramos de postos de combustíveis, rede hoteleira, construção civil e, principalmente, donos de garagens de veículos”, revelou.
Também de acordo com o delegado, a organização criminosa também contava com advogados. O delegado não confirmou se há presença de policiais e políticos também.
Por Fernando Natálio





