Doenças respiratórias: Minas está em situação de emergência em saúde

Governo de Minas decretou situação de emergência em saúde pública. Essa decisão foi devido ao aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no estado. A medida, válida por 180 dias, permite a adoção imediata de ações administrativas e assistenciais. Isso amplia a capacidade de resposta do Estado, como a contratação de profissionais e aquisição de insumos.

A ação é mais um desdobramento da preparação conduzida pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Essa preparação começou desde o ano passado, com foco no enfrentamento das doenças respiratórias típicas do outono e inverno.

“Desde outubro do ano passado, a SES-MG vem atuando com os municípios, capacitando equipes e produzindo materiais técnicos. Isso garante uma resposta eficiente, inclusive com apoio direto das nossas regionais  e abertura de leitos na nossa rede”, destaca o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti.

O decreto também prevê a criação do Centro de Operações de Emergências em Saúde por Síndrome Respiratória Aguda Grave (COE-Minas-SRAG). Este centro irá atuar no monitoramento e na coordenação das ações durante o período de emergência.

Até o dia 26/4, Minas Gerais já havia registrado 26.817 internações por SRAG e 397 mortes apenas em 2025. Crianças de até 1 ano e idosos acima de 60 anos concentram a maioria das internações.

Ampliação da rede assistencial

Para dar suporte à rede hospitalar, a SES-MG iniciou o repasse de incentivos financeiros para hospitais que abrirem ou adaptarem leitos clínicos voltados ao atendimento pediátrico de SRAG. Em março, foram abertos 12 leitos semi-intensivos no Hospital Infantil João Paulo II, da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), em Belo Horizonte. Estes leitos são voltados principalmente aos casos de bronquiolite em crianças. A estrutura do hospital também está preparada para disponibilizar 10 leitos de CTI pediátrico, caso a demanda aumente.

“Estamos preparados para enfrentar esse momento, mas sabemos que ele exige esforço contínuo. Precisamos de abertura de novos leitos em algumas regiões e os municípios têm apoio garantido do Estado. Temos recursos disponíveis para isso, e seguimos em contato direto com as gestões locais para dar agilidade às respostas. Principalmente em locais que enfrentam situações mais críticas”, reforça Baccheretti.

Monitoramento

Desde abril, Minas Gerais conta com a Sala de Monitoramento de Vírus Respiratórios, ambiente técnico que acompanha a circulação de vírus em todo o estado. A ferramenta permite decisões rápidas e integradas nas áreas de vigilância, assistência e vacinação.

Além disso, o Comitê Estadual de Vírus Respiratórios segue com reuniões quinzenais e poderá intensificar os encontros conforme a necessidade. A próxima reunião está marcada para o dia 24 de junho.

Vacinação e mobilização social

Segue em todo o estado a vacinação contra a influenza, que agora faz parte do calendário de rotina e estará disponível o ano todo. Até o momento, Minas recebeu 5,7 milhões de doses, distribuídas aos municípios. Em 26 de abril, o Governo de Minas ampliou a vacinação para toda a população acima de 6 meses de idade. A meta de cobertura vacinal é de 90%.

A estratégia conta com o apoio de 222 vacimóveis – vans adaptadas como salas de vacinação móveis – que já estão presentes em todo o território mineiro.

“Temos vacinas eficazes para a maioria das doenças respiratórias, como influenza e covid-19. A única exceção é o vírus sincicial, que ainda não tem vacina disponível, mas é justamente um dos mais perigosos para bebês pequenos. Por isso, é essencial que pais e responsáveis levem seus filhos para vacinar. E que, em caso de sintomas, evitem o contato com outras crianças, para reduzirmos a transmissão”, orienta o secretário.

Qualificação de profissionais

Outro eixo estratégico da SES-MG é a capacitação contínua dos profissionais de saúde em todo o estado. A Secretaria tem promovido treinamentos, webinários e aulas online com foco na prevenção, diagnóstico e manejo clínico das doenças respiratórias.

“Estamos atuando em diversas frentes: vigilância, assistência, vacinação e qualificação profissional. Tudo isso tem o objetivo de garantir uma resposta eficaz e integrada, que proteja a população mineira. Este período é de maior circulação viral”, salienta Baccheretti.

“Criamos vídeos de orientação e estamos presentes nos territórios, lado a lado dos municípios. Isso garante que todos saibam como organizar os fluxos e preparar suas redes. A força estadual está pronta para apoiar cada cidade mineira, com planejamento e agilidade”, conclui.

Por Redação Regionalzão

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