Brasil: Trump assina “tarifaço” contra o Brasil, mas deixa vários itens de fora; confira a lista
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na quarta-feira (30) um decreto que eleva para 50% a tarifa sobre produtos importados do Brasil. A medida adiciona 40 pontos percentuais às taxas já existentes e foi justificada pela Casa Branca como uma resposta a supostas ameaças à segurança nacional e a alegadas violações de direitos humanos atribuídas ao governo brasileiro.
Apesar do impacto esperado para as exportações nacionais, alguns setores estratégicos foram poupados da sobretaxa, como aeronaves civis e peças (incluindo produtos da Embraer), suco de laranja, produtos energéticos — como petróleo e derivados — e celulose.
A decisão, anunciada por Trump em julho, vem acompanhada de duras críticas ao Supremo Tribunal Federal e ao ministro Alexandre de Moraes. O comunicado oficial cita processos contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e acusa o Brasil de praticar perseguições políticas, intimidações e censura.
De acordo com o decreto, ficaram de fora da sobretaxa:
• Aeronaves civis e peças da Embraer
• Suco de laranja
• Petróleo, gás e derivados
• Celulose e produtos florestais
Essas isenções beneficiam diretamente grandes exportadores brasileiros, como Embraer e Suzano.
Já produtos como café, carne bovina, óleo, minério de ferro e frutas devem ser os mais afetados. O etanol, por exemplo, que antes pagava tarifa de 2,5%, terá a taxa elevada para 52,5%.
O texto do decreto não menciona dados sobre o comércio bilateral, como déficit, superávit ou volume de trocas entre Brasil e Estados Unidos. Analistas veem na decisão um gesto de forte caráter político.
O governo brasileiro ainda avalia possíveis medidas de retaliação com base na lei de reciprocidade econômica recentemente aprovada. Exportadores de petróleo, como a Petrobras, já suspenderam embarques até que seja esclarecido se o setor energético continuará isento da tarifa extra.
Por Tainá Camila





