Caso de sarampo reacende alerta sobre baixa cobertura vacinal no Brasil

Bebê de 6 meses infectada em São Paulo reforça importância da vacinação para proteger quem ainda não pode ser imunizado.

A confirmação de um caso de Sarampo em uma bebê de apenas 6 meses, em São Paulo, reacendeu o alerta sobre a importância de manter altas coberturas vacinais no Brasil.

A criança ainda não tinha idade para receber a vacina, já que o calendário do Sistema Único de Saúde (SUS) prevê a primeira dose da tríplice viral aos 12 meses, protegendo contra sarampo, caxumba e rubéola. Aos 15 meses, é aplicada a vacina tetra viral, que também inclui proteção contra catapora.

Segundo Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, a vacinação em massa cria uma barreira coletiva, protegendo principalmente os bebês que ainda não podem ser imunizados.

“A vacina impede tanto a infecção quanto a transmissão, funcionando como uma proteção coletiva”, explicou o especialista.

A bebê infectada havia viajado com a família para a Bolívia, país que enfrenta um surto da doença desde o ano passado. Casos como esse são considerados importados, o que reforça a necessidade de manter a população protegida para evitar novos surtos no Brasil.

Apesar de o país ainda possuir o certificado de área livre do sarampo, concedido pela Organização Pan-Americana da Saúde em 2024, especialistas alertam para a queda na cobertura vacinal. Em 2024, 92,5% dos bebês receberam a primeira dose, mas apenas 77,9% completaram o esquema no tempo adequado.

Situação nas Américas preocupa

O cenário também é preocupante no continente. Em 2024, foram registrados 14.891 casos de sarampo em 14 países, com 29 mortes. Já em 2025, até o início de março, mais de 7 mil casos foram confirmados, com destaque para México, Estados Unidos e Guatemala.

A maioria dos casos ocorre em pessoas não vacinadas, especialmente crianças menores de 1 ano.

Sintomas e riscos

O sarampo é uma doença infecciosa grave, que pode causar:

  • Febre alta
  • Manchas vermelhas pelo corpo
  • Tosse e coriza
  • Irritação nos olhos
  • Mal-estar

Além disso, a infecção pode provocar uma queda temporária da imunidade, deixando o organismo mais vulnerável a outras doenças por até seis meses.

Especialistas reforçam que a vacinação é a forma mais eficaz de prevenção e pedem que pais e responsáveis mantenham o calendário vacinal atualizado.

Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Agência Brasil

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Agência Brasil
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