Março Azul: exames para detectar câncer de intestino triplicam no SUS
Crescimento reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce; São Paulo lidera número de exames realizados
A campanha Março Azul tem contribuído diretamente para o aumento na realização de exames de detecção precoce do câncer de intestino no Brasil. Dados recentes mostram que, ao longo da última década, o número de exames realizados pelo Sistema Único de Saúde triplicou.
Entre 2016 e 2025, a quantidade de testes de sangue oculto nas fezes saltou de 1.146.998 para 3.336.561 — um crescimento de cerca de 190%. Já as colonoscopias passaram de 261.214 para 639.924 procedimentos no mesmo período, registrando aumento de aproximadamente 145%.
Em 2025, o maior volume de exames foi registrado no estado de São Paulo, com mais de 1,1 milhão de testes. Na sequência aparecem Minas Gerais e Santa Catarina. Já os menores números foram observados em Amapá, Acre e Roraima.
Segundo especialistas, o avanço está diretamente ligado ao aumento da conscientização da população e às campanhas de prevenção realizadas em todo o país. A mobilização tem incentivado mais pessoas a procurarem atendimento e realizarem exames, especialmente durante o mês de março.
Casos de figuras públicas também ajudaram a ampliar o debate. A trajetória da cantora Preta Gil, por exemplo, coincidiu com o aumento na procura por exames. Entre 2023 e 2025, houve crescimento de 18% nos testes de sangue oculto e de 23% nas colonoscopias no SUS.
A campanha Março Azul é promovida por entidades médicas como a Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva, a Sociedade Brasileira de Coloproctologia e a Federação Brasileira de Gastroenterologia, com apoio de diversas instituições da área da saúde.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer, a tendência é de aumento nos casos da doença até 2030, impulsionada pelo envelhecimento da população, diagnóstico tardio e baixa cobertura de exames preventivos.
Especialistas reforçam que o câncer de intestino tem altas chances de cura quando identificado precocemente, tornando essencial a realização periódica dos exames, especialmente em grupos de risco.
Fonte: Agência Brasil
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