Obesidade se torna o principal fator de risco à saúde no Brasil, aponta estudo

Pesquisa internacional revela mudança no perfil de saúde da população brasileira e alerta para avanço das doenças relacionadas ao excesso de peso.

A Obesidade passou a ocupar o primeiro lugar entre os principais fatores de risco à saúde no Brasil, superando a hipertensão arterial, que liderava o ranking há décadas.

Os dados fazem parte da análise nacional do Estudo Global sobre Carga de Doenças, realizado por milhares de pesquisadores em mais de 200 países e divulgado na revista científica The Lancet Regional Health – Americas.

Segundo o levantamento, mudanças no estilo de vida da população brasileira nas últimas décadas contribuíram diretamente para o avanço da obesidade no país.

Mudanças de hábitos influenciaram crescimento da obesidade

Especialistas apontam que o aumento da urbanização, a redução da atividade física e o consumo elevado de alimentos ultraprocessados, ricos em sal e calorias, criaram um ambiente considerado “obesogênico”.

De acordo com o endocrinologista Alexandre Hohl, a obesidade vai muito além do excesso de peso.

“A obesidade é uma doença crônica inflamatória e metabólica que aumenta o risco de diabetes tipo 2, hipertensão, infarto, AVC e vários tipos de câncer”, destacou o especialista.

Ranking dos maiores fatores de risco no Brasil

O estudo mostra que, em 1990, o Índice de Massa Corporal (IMC) elevado ocupava apenas a 7ª posição no ranking. Já em 2023, passou a liderar a lista após crescimento acumulado de 15,3% no período.

Confira os principais fatores de risco atualmente:

1️⃣ Índice de massa corporal elevado (obesidade)
2️⃣ Hipertensão
3️⃣ Glicemia elevada
4️⃣ Tabagismo
5️⃣ Prematuridade ou baixo peso ao nascer
6️⃣ Abuso de álcool
7️⃣ Poluição do ar
8️⃣ Doenças renais
9️⃣ Colesterol alto
🔟 Violência sexual na infância

Tabagismo caiu, mas ainda preocupa

Apesar da redução expressiva do tabagismo nas últimas décadas, o estudo aponta um leve aumento de 0,2% entre 2021 e 2023.

Outro dado preocupante é o crescimento de quase 24% no risco relacionado à violência sexual durante a infância.

Fonte: WA Mídia

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Wamídia
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