Febraban rebate críticas dos Estados Unidos ao Pix e defende sistema brasileiro
Federação dos Bancos afirma que Pix é uma infraestrutura aberta, gratuita para pessoas físicas e que amplia a concorrência no sistema financeiro.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) saiu em defesa do Pix após críticas feitas pelo governo dos Estados Unidos ao sistema brasileiro de pagamentos instantâneos.
Em nota divulgada nesta semana, a entidade afirmou que as conclusões do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) foram baseadas em informações incompletas sobre o funcionamento e os objetivos do Pix.
A manifestação ocorre após uma investigação comercial conduzida pelo órgão norte-americano apontar que o sistema brasileiro poderia dificultar a concorrência de empresas dos Estados Unidos no mercado nacional de pagamentos digitais.
Segundo a Febraban, o Pix não possui finalidade comercial e foi criado pelo Banco Central para ampliar a concorrência entre instituições financeiras, aumentar a eficiência do sistema de pagamentos e facilitar o acesso da população aos serviços bancários.
A entidade também contestou a alegação de que o sistema seria discriminatório. De acordo com a federação, qualquer instituição que opere legalmente no Brasil pode participar do Pix, independentemente de sua origem ou porte.
Outro ponto destacado é que o sistema está disponível para brasileiros e estrangeiros residentes no país, tanto pessoas físicas quanto jurídicas. As transferências entre pessoas físicas continuam gratuitas, enquanto empresas podem estar sujeitas a tarifas, sem distinção entre companhias nacionais e estrangeiras.
A Febraban ressaltou ainda que o Pix contribuiu para a inclusão financeira, reduziu custos de transações e trouxe mais eficiência para empresas e consumidores.
A discussão acontece em meio a uma investigação comercial dos Estados Unidos que também propõe uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros exportados para o país a partir de 15 de julho.
O sistema financeiro brasileiro espera que as manifestações do Banco Central, das instituições financeiras nacionais e de bancos americanos ajudem a esclarecer os pontos questionados pelo governo norte-americano durante o período de consulta pública.
Fonte: Agência Brasil
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