Minas Gerais registra aumento de 170% nos focos de incêndio durante o mês de abril

Período de estiagem acende alerta ambiental e autoridades reforçam cuidados com queimadas e doenças respiratórias.

O início do período de seca em Minas Gerais já preocupa autoridades ambientais e órgãos de saúde. Apenas no mês de abril, o estado registrou um aumento de 170% nos focos de incêndio em vegetação em comparação ao mesmo período do ano passado.

Segundo os dados divulgados, o número de ocorrências saltou de 340 registros em 2025 para 918 casos em 2026, acendendo um alerta para a temporada de estiagem que se aproxima.

Apesar de o balanço geral do primeiro quadrimestre apontar uma redução de 46,5% no acumulado anual, o crescimento expressivo registrado em abril preocupa especialistas e equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais.

 Feriados e clima seco aumentam riscos

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o aumento do fluxo de pessoas em áreas naturais durante os feriados prolongados contribuiu para o crescimento dos incêndios florestais.

As autoridades alertam que fogueiras mal apagadas, descarte irregular de materiais inflamáveis e o uso inadequado de fogareiros podem provocar grandes incêndios, especialmente em períodos de baixa umidade do ar.

A previsão meteorológica também preocupa. Conforme especialistas do Inmet, a tendência é de poucas chuvas até outubro, agravando o ressecamento da vegetação em diversas regiões mineiras.

Umidade pode atingir níveis críticos

A umidade relativa do ar deve permanecer próxima de 30% nas próximas semanas. Porém, os meses de agosto e setembro podem apresentar índices ainda mais críticos, variando entre 12% e 15% em algumas regiões do estado.

No Norte de Minas, cidades como Montes Claros já enfrentam condições severas de clima seco.

Saúde pública em alerta

Além dos impactos ambientais, o aumento das queimadas também preocupa a área da saúde devido ao crescimento de doenças respiratórias.

A fumaça provocada pelos incêndios favorece o agravamento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), principalmente entre idosos e crianças.

Diante disso, o governo estadual intensificou a campanha de vacinação contra a gripe. Atualmente, a cobertura vacinal em Minas Gerais está em torno de 60%, abaixo da meta de 90% estipulada pelas autoridades de saúde.

Fonte: Regionalzão

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