SUS suspende temporariamente vacina da dengue do Butantan após investigação de reações adversas

Ministério da Saúde interrompe aplicação do imunizante por precaução após registro de eventos graves e duas mortes que seguem sob investigação.

O Ministério da Saúde anunciou a suspensão temporária da aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida foi adotada de forma preventiva após o registro de 42 episódios de reações adversas consideradas mais severas entre mais de 500 mil doses aplicadas em todo o país.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a decisão tem como objetivo permitir uma análise aprofundada dos casos registrados após a imunização. Até o momento, não há comprovação de que as duas mortes investigadas tenham sido causadas pela vacina.

Dos 42 episódios monitorados, três foram classificados como graves. Um dos casos envolve uma mulher de 48 anos que apresentou sintomas de dengue grave com comprometimento neurológico 19 dias após a vacinação. Outro caso em investigação é o de um homem de 58 anos que desenvolveu febre poucos dias após receber o imunizante e evoluiu para um quadro grave da doença.

O Ministério da Saúde informou que aproximadamente 500 mil doses já foram aplicadas, principalmente em profissionais da saúde e em campanhas realizadas em municípios selecionados de estados como Minas Gerais, São Paulo, Ceará e Tocantins.

Apesar da suspensão, o governo reforça que não há evidências de risco para as pessoas já vacinadas e orienta que as doses distribuídas permaneçam armazenadas e refrigeradas até a conclusão das investigações.

A análise dos casos será conduzida pelo Ministério da Saúde, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Instituto Butantan e demais órgãos técnicos responsáveis pelo monitoramento da segurança dos imunizantes.

A vacina do Butantan foi aprovada pela Anvisa em novembro de 2025 para pessoas entre 12 e 59 anos. Nos estudos clínicos, apresentou eficácia de 74,7% contra a dengue, 91,6% contra casos graves e 100% de proteção contra hospitalizações relacionadas à doença.

Até o momento, não há prazo definido para a conclusão das investigações e eventual retomada da vacinação.

Fonte: Regionalzão

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