Desinformação sobre HIV dificulta tratamento e reforça o preconceito, aponta pesquisa

Estudo revela que mitos sobre o HIV ainda afastam pessoas da testagem e do tratamento. Especialistas alertam que combater a desinformação é essencial para reduzir novas infecções e salvar vidas.

A desinformação e o preconceito em relação ao HIV continuam sendo grandes obstáculos para o diagnóstico precoce e o tratamento da doença. É o que aponta uma pesquisa internacional realizada pela iniciativa Tackle HIV, que alerta que o estigma social pode contribuir para cerca de 440 mil mortes evitáveis nesta década.

Segundo o levantamento, muitas pessoas ainda deixam de fazer o teste ou iniciar o tratamento por medo da discriminação. Para o representante da campanha, Gareth Thomas, combater o preconceito é tão importante quanto ampliar o acesso aos serviços de saúde.

No Brasil, a pesquisa identificou que 36% dos entrevistados acreditam que homens heterossexuais não correm risco de contrair o HIV, enquanto 37% pensam o mesmo em relação às mulheres heterossexuais. Além disso, menos da metade dos participantes informou já ter realizado o teste para HIV.

Outro dado preocupante é que apenas 29% dos entrevistados sabem que pessoas vivendo com HIV, em tratamento eficaz e com carga viral indetectável, não transmitem o vírus por via sexual, informação amplamente comprovada pela ciência.

De acordo com o Boletim Epidemiológico HIV e Aids 2025, o Brasil registrou 39.216 novos casos de infecção pelo HIV, sendo a maior parte na Região Sudeste.

O país já alcançou importantes metas internacionais de enfrentamento ao HIV, como o diagnóstico de 95% das pessoas vivendo com o vírus e a supressão da carga viral em 95% das pessoas em tratamento. O Governo Federal também estuda incorporar ao SUS a PrEP injetável, método de prevenção que pode proteger contra a infecção por até seis meses.

Especialistas reforçam que o diagnóstico precoce e o tratamento adequado permitem que pessoas vivendo com HIV tenham qualidade de vida, saúde e expectativa de vida semelhantes às da população em geral, além de reduzirem significativamente a transmissão do vírus.

Fonte: Agência Brasil.

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Agência Brasil
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