Minas Gerais registra 110 denúncias de assédio eleitoral após o primeiro turno
Estado ficou em segundo lugar no país em registros, atrás apenas de São Paulo; fiscalização do MPT continuará até o segundo turno.
Minas Gerais contabilizou 110 denúncias de assédio eleitoral até o domingo (4), data do primeiro turno das Eleições 2026. O levantamento foi divulgado pelo Ministério Público do Trabalho em Minas Gerais (MPT-MG), colocando o estado na segunda posição nacional, atrás de São Paulo, que registrou 158 casos.
Em todo o país, foram contabilizadas 991 denúncias até o dia da votação. O número representa crescimento em relação à sexta-feira anterior, quando havia 851 registros.
Em Minas, o volume de denúncias aumentou nas semanas que antecederam a eleição. Somente em setembro, o MPT-MG recebeu 74 denúncias. Nos quatro primeiros dias de outubro, foram registradas outras 21 representações.
O que é assédio eleitoral?
Segundo o Ministério Público do Trabalho, a prática ocorre quando alguém utiliza uma relação de trabalho para coagir, pressionar ou tentar influenciar a escolha política de trabalhadores. A conduta pode atingir diretamente a liberdade de voto e o sigilo do eleitor.
Caso em Bom Despacho
O MPT-MG também ingressou com uma ação civil pública contra uma fábrica de calçados de Bom Despacho, no Centro-Oeste mineiro, após identificar atos de campanha política dentro do ambiente de trabalho.
A Justiça do Trabalho concedeu uma decisão liminar determinando a interrupção imediata da propaganda no interior da empresa e a divulgação de informações aos funcionários sobre o direito ao voto livre e secreto.
A fiscalização continuará durante o período que antecede o segundo turno, marcado para 25 de outubro. Trabalhadores que presenciarem ou sofrerem situações de intimidação podem denunciar os casos ao Ministério Público do Trabalho.
Fonte: Regionalzão
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