Polícia retira câmeras usadas pelo tráfico para monitorar ações policiais em Uberlândia
Ao todo, 21 equipamentos instalados irregularmente foram removidos durante a Operação Cerco Fechado. Segundo a PM, o sistema era utilizado por criminosos para acompanhar a movimentação das viaturas em tempo real.
Uma ação integrada entre a Polícia Militar, a Secretaria Municipal de Segurança Integrada, a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos e a Cemig resultou na retirada de 21 câmeras de monitoramento instaladas irregularmente em postes e outros espaços públicos nos bairros Lagoinha e Saraiva, em Uberlândia.
De acordo com a Polícia Militar, os equipamentos eram utilizados por integrantes do tráfico de drogas para monitorar a movimentação das forças de segurança, permitindo que criminosos fossem alertados sobre a aproximação de viaturas e dificultando operações policiais.
A remoção faz parte da Operação Cerco Fechado, iniciativa do Governo de Minas voltada ao combate ao crime organizado e à retomada de áreas dominadas por organizações criminosas. Segundo a corporação, eliminar esse tipo de vigilância clandestina é uma estratégia importante para enfraquecer a atuação das facções.
A operação também foi fundamentada na Lei Municipal nº 14.698/2026, que determina que a instalação de câmeras de segurança em locais públicos depende de autorização da Secretaria Municipal de Segurança Integrada. A legislação prevê apreensão, remoção, destruição dos equipamentos e aplicação de multas para instalações irregulares.
Lançada em junho, a Operação Cerco Fechado já contabiliza, segundo o Governo de Minas, mais de 1.085 prisões, a apreensão de 11,8 toneladas de drogas, 131 armas de fogo e mais de 2,4 mil munições, além de ações em mais de 30 comunidades distribuídas por oito municípios mineiros.
Fonte: WA Mídia.
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